domingo, 7 de março de 2010

Patamar do Silêncio

O silêncio é algo poderoso sendo por vezes algo que incomoda e nos faz doer e outras vezes o melhor que se pode ter! Um silêncio bem passado para mim é dos momentos mais maravilhosos e mais íntimos.
Quando o silêncio do outro não incomoda ficamos perto da perfeita sintonia!

Gosto de ficar calada a contemplar, e contrariamente ao que muitas vezes se pensa…não sou introvertida, sou até bastante extrovertida gosto de falar imenso e de pensar em voz alta com os outros, gosto de tertúlias mas no meio de tudo isto preso muito o meu silêncio e o estar num silêncio acompanhado!

O mais fácil é o nosso silencio…o mais difícil é conquistar o patamar onde ficamos em silencio com outros sem confrangimento…
Há muito de mim que vive nesse meu silencio…e muito também que vive no silencio com os outros e uma outra parte de mim que vive então no barulho.
O próprio silêncio pode ser entropico, principalmente o nosso silêncio que cala as vozes das palavras não ditas, das vontades não verbalizadas, que mistura os barulhos emudecidos ou então ser sereno como o contemplar do tempo e do espaço.
Que dirá o silencio de nós? Seres que se apoderam dele e o usam ou o ignoram… antes calado que a dizer disparates?

Para a Fabrica de letras

4 comentários:

  1. Só pela palavra entrópico, já valeu a pena ler este texto.

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  2. Eu já li belos textos sobre este tema (alguns verdadeiramente bons); mas acho sempre preferível falarmos dos nossos silêncios, estamos a dar um pouco de nós e a partilha é muito maior.

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  3. johnny, johnny, johnny... -.-'


    Bonito texto... muito intimista e revelador =)

    *

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  4. Excelente silêncio. O que leva a saber se alguém anda bem psicologicamente é quando esse alguém consegue estar só em silêncio, sem sentir uma angustia atroz. Adoro esse silêncio, faz-me tanta falta como o ar que respiro. Não consigo viver sem ele. É com ele que faço as minhas análises, do meu eu, do mundo que me rodeia. É nele que descubro o que não posso calar, o que não posso deixar de alertar, por mais que queiram silenciar-me.
    Beijinhos

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