segunda-feira, 8 de junho de 2009

Marchas 2009...

Desde 2003 que ajudo neste projecto das Marchas...mais propriamente na Infantil da Voz do Operário...o meu filho começou a ir comigo, ainda dentro da barriga e desde que dos 2 anos que adora aquilo bem mais que eu...que gosto mesmo é dos preparativos...Ele gosta mesmo é de estar ali no Pavilhão Atlântico, na Avenida da Liberdade...


( foto no Pav. Atlant. dia 5 de Junho 2009)

A marcha de "A Voz do Operário" abre há 22 anos as marchas de Lisboa, uma experiência que é o resultado anual do trabalho de Vítor Agostinho e de dezenas de crianças que parecem "bandos de pardais há solta". "Temos uma grande desvantagem que é serem crianças e estarem sempre como 'bandos de pardais à solta', mas isso também é uma vantagem porque elas criam possibilidades diferentes à marcha", explicou à Lusa o ensaiador da marcha infantil de "A Voz do Operário", Vítor Agostinho. Há 22 anos à frente da marcha, Vítor Agostinho conta que os cerca de dois meses de ensaios antes do desfile no Pavilhão Atlântico e na Avenida da Liberdade são tão intensos como criativos. "Não são ensaios formais, em que o ensaiador chega com o trabalho prontinho. Eles próprios, ao interpretarem de determinada forma uma marcação, fazem-nos partir para uma outra marcação que não tinha nada a ver com a original", afirma. "Eles chegam a dizer 'vocês não percebem nada disto'. Muitas vezes têm razão e há 22 anos que aprendo com eles", conta. No primeiro ano em que "A Voz do Operário" se associou às marchas, eram "meia dúzia", actualmente ultrapassam largamente os 48 elementos exigidos e, preocupado em não excluir nenhuma criança, Vítor Agostinho teve que criar mais funções, são os chamados "apoios" da coreografia. "Nós não podemos dizer que a marcha já está completa e eles vão entrando, uns vão desistindo, outros ficam. Há os 12 pares para os arcos e os 12 volantes, e depois temos uma coisa nova, que introduzimos, que são os apoios, que fazem outras coisas", conta. A marcha é inserida no projecto pedagógico da escola, com os alunos a aprenderem mais sobre a Lisboa antiga e as profissões desaparecidas. Este ano, dedicada aos 130 anos do jornal "a Voz do Operário", as crianças irão de ardinas e de vendedeiras de fava-rica. Na confecção dos fatos e em todos os preparativos necessários para brilharem na Avenida, estão envolvidos mais de 50 voluntários, sobretudo do centro de convívio de reformados de "A Voz do Operário". Os ensaios são cansativos e por vezes caóticos, mas no final, tudo acaba por correr bem. "Eles vêm para aqui ao fim do seu dia de trabalho, que é a escola. Eles também estão cansados. Temos que os respeitar", afirma. São dois meses a ensaiar todos os dias, mas o rendimento nem sempre é o mesmo: "Uns dias estão concentrados uma hora, outros dez minutos". "Na hora 'H' enchem-se de brio e fazem tudo como deve ser", assegura Vítor Agostinho. ACL. Lusa/Fim

E o meu filho está lá com todo o seu gosto pelas festas de Lisboa!!!

1 comentário:

  1. E o que parece ser um caos na véspera sai certinho no dia da actuação!
    Mais uma tradição que não está a morrer e ainda bem. Será que vai continuar a resistir às playstation e à tv? Por quanto tempo vão aguentar os bairros, a vizinha a quem vamos pedir alguma coisa, por quem gritamos quando precisamos, que ouvimos a cantar e a quem dizemos boa tarde a até nos responde? As marchas que parecem apenas mais um acontecimento, é também o espírito de grupo que ainda se vive nos bairros lisboetas (espírito esse que eu não tenho, infelizmente).

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