segunda-feira, 11 de maio de 2009

...sem jeito nem trambelho...


( de BR)

Um caminho que se traça em cada passo
um passo que se agarra às pedras da calçada
uma calçada que nos desliza por entre solas

ser caminhante de dia
prisioneiro na noite
e dar largas a cada voou de sonho

uma free soul
que por vezes se aprisiona num corpo
tão terráqueo...
Tão perto do sentir
mas sem o conseguir efectivamente

borbulhando por entre a vastidão da água
sente-se o turbilhão de águas revoltas
numa esperança de encontrar menos represas
e por fim uma piscina
onde a agua escoe e pare...

(por BR)

3 comentários:

  1. Muito bom este teu poema.

    Foi um prazer conhecer-te pessoalmente, embora num espaço curto de tempo.

    Beijinho.

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  2. Lindo ;)...

    A água que dá vida... Tenta não tornar a vida numa cascata sem rumo...

    beijos grandes...

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  3. Independentemente de quem seja BR, gostei muito de ler isto:

    "uma free soul
    que por vezes se aprisiona num corpo
    tão terráqueo...
    Tão perto do sentir
    mas sem o conseguir efectivamente"

    beijinho amigo

    Daniel Lobinho

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