domingo, 22 de fevereiro de 2009

...não!

No momento em que a explosão me arrasta
Raiva...
Medo do que disse...
Num depois irrevogável
Angustia
pelo que já é
pelo que já não pode não ser
dito...

E valerá a pena percorrer em vão
caminhos já percorridos
para encontrar um esconderijo
que nos falhou
Um outro caminho que devia ter seguido
uma estrada subterrânea
que nos leve a outra saída?

Vejo raiva que me sangra por dentro
que tortura o meu coração
que me tolda a razão
com uma verdade crua
de que o que vivemos
não se retira
não nos dá segunda hipótese

Adormeço num chão
a luz, ao fundo difusa
o meu grito silenciou-se
e não morri...

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